Governo português ativa cláusula de salvaguarda orçamental da UE

Medida permite acomodar despesas energéticas devido ao conflito no Irão, aprovada pela Comissão Europeia


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

O Governo de Portugal anunciou a ativação da cláusula de salvaguarda das regras orçamentais da União Europeia. Esta medida possibilita acomodar temporariamente despesas energéticas adicionais. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, numa declaração no Luxemburgo, na reunião do Eurogrupo.

A decisão resulta do agravamento das pressões energéticas causadas pelo conflito no Irão, motivado por ataques israelitas e norte-americanos. Segundo o ministro, a flexibilização já foi aprovada pela Comissão Europeia e está a ser solicitada por vários Estados-Membros, semelhante ao que ocorreu com despesas na área da defesa.

Dados do Fundo Monetário Internacional e da Comissão Europeia indicam que Portugal é atualmente o quinto Estado-Membro da União Europeia com mais apoios governamentais para mitigar os efeitos destas crises, em percentagem do Produto Interno Bruto.

A cláusula permite ao Estado português desviar-se temporariamente da trajetória orçamental acordada, sem infringir as normas comunitárias. O Governo considera esta margem essencial para responder aos desafios económicos causados pelo conflito no Médio Oriente e para reforçar o apoio a famílias e empresas afetadas pelo aumento dos custos energéticos.

Esta decisão ocorre num contexto europeu em que vários países procuram soluções para compensar o impacto orçamental da instabilidade geopolítica e do aumento dos preços da energia. O Governo destaca que esta ação está alinhada com as recomendações das instituições europeias e internacionais, equilibrando o apoio extraordinário com o respeito pelas regras fiscais comuns.

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