Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
A petrolífera estatal Sonangol anunciou a 25 de fevereiro de 2026 a diversificação da sua atividade para a exploração de minerais críticos, incluindo lítio e urânio, segundo declarações recolhidas pela Reuters. No mesmo período, a Assembleia Nacional de Angola aprovou um novo projeto de lei que redefine o regime jurídico das organizações não governamentais no país. A Human Rights Watch manifestou reservas quanto ao alcance do diploma, afirmando que “algumas disposições podem comprometer a autonomia operacional das associações”.
A Sonangol comunicou que pretende alargar o seu portefólio de investimentos à prospeção de minerais estratégicos utilizados na transição energética, reforçando a sua presença em setores além do petróleo. Segundo dados apresentados pela administração, a empresa registou lucros líquidos superiores a 750 milhões de dólares em 2025, consolidando capacidade financeira para novos projetos.
O presidente do conselho de administração, Sebastião Gaspar Martins, declarou que a estratégia visa “reduzir a dependência exclusiva do petróleo e posicionar Angola nas cadeias globais de fornecimento” de matérias-primas críticas.
Paralelamente, o Parlamento aprovou um diploma que estabelece novos mecanismos de registo, supervisão e eventual suspensão de atividades de ONG, prevendo requisitos administrativos adicionais e maior controlo financeiro por parte das autoridades competentes. Organizações civis indicaram que o texto contém “critérios amplos de fiscalização” que poderão exigir regulamentação complementar.
A economia de Angola mantém forte dependência do setor petrolífero, responsável por parcela significativa das exportações e receitas fiscais. Nos últimos anos, o Executivo tem promovido reformas de diversificação económica para mitigar a exposição à volatilidade dos preços internacionais do crude.
A aposta em minerais críticos como lítio e urânio possui relevância estrutural no atual contexto energético internacional, marcado pelo crescimento da procura associada à mobilidade elétrica e à produção de energia de baixa emissão. A consolidação desta política poderá alterar a composição das exportações angolanas e influenciar acordos comerciais e investimentos infraestruturais ligados ao setor mineiro.
O Governo deverá proceder à regulamentação do novo diploma aplicável às ONG, definindo prazos e mecanismos de execução administrativa. No plano económico, a Sonangol avançará com estudos técnicos e concessões de prospeção, com impacto previsto na política industrial e no enquadramento regulatório do setor extrativo ao longo de 2026.


