Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola deteve 54 ex-soldados nas províncias de Luanda e Lunda-Norte, suspeitos de promover encontros clandestinos onde ministravam instrução militar a civis. As detenções ocorreram em 1 e 9 de abril, após uma série de operações que envolveram mais de 500 pessoas. De acordo com o comunicado oficial, as autoridades encontraram artefatos simulando armas e documentos pessoais dos envolvidos.
As detenções foram realizadas durante duas operações separadas nos municípios de Mulenvos, em Luanda, e Dundo, em Lunda-Norte. Durante essas operações, os agentes do SIC apreenderam mais de 500 artefatos de madeira e metal, projetados para simular armas tipo AKM, além de 1.297 expedientes pessoais dos participantes. O SIC detalhou que os detidos estavam envolvidos em “encontros regulares” nos quais ensinavam táticas militares a jovens e adultos. Além disso, oito dos detidos em Luanda já haviam sido presos em 2024 por atividades similares no município de Hoji ya Henda.
O marco normativo de Angola proíbe a formação militar não oficial, especialmente em contextos não institucionalizados, o que reforça a ilegalidade dessas atividades. Esse tipo de movimento pode representar um risco para a segurança pública e alterar a ordem social, considerando a natureza clandestina e a falta de supervisão por parte das autoridades competentes. Além disso, as forças de segurança continuam com as investigações para determinar se existe uma estrutura organizada por trás dessas atividades ilegais.
Embora esta detenção se concentre em uma operação local, a implicação de ex-militares nesses movimentos clandestinos pode ter repercussões mais amplas, como a criação de grupos paramilitares ou a alteração da paz social em determinadas regiões de Angola. A situação destaca uma possível lacuna no controle da ex-milícia e nas políticas de reintegração de ex-combatentes, uma questão que também afeta a estabilidade regional.
As autoridades continuam monitorando essas atividades, e espera-se que nos próximos dias os detidos sejam apresentados à Fiscalia para dar continuidade aos procedimentos judiciais. O SIC reiterou seu compromisso em manter um controle rigoroso sobre esse tipo de atividade em todo o país, alertando que tomarão medidas drásticas caso surjam outros grupos com fins semelhantes


