O Supremo autoriza prisão do ex-presidente Bolsonaro

Publicação do acórdão permite início da pena no Supremo Tribunal Federal


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou na terça-feira um acórdão que rejeitou os primeiros embargos de declaração apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relativo à acusação de tentativa de golpe de Estado. Com essa publicação, estão criadas as condições para que o ministro Alexandre de Moraes possa determinar o início do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão por liderar a tentativa de subverter a ordem institucional.

No processo, a defesa do ex-presidente pode apresentar novos embargos de declaração para esclarecimento do acórdão, com prazo de cinco dias após a publicação da decisão. Há também a possibilidade de embargos infringentes, que permitem nova análise do mérito, mas esse recurso só é admitido quando há ao menos dois votos divergentes no colegiado, o que não ocorreu neste caso.

Especialistas esperam que o ministro Alexandre de Moraes mantenha a celeridade adotada em processos similares na Corte. Mesmo com eventuais embargos de declaração, o andamento pode ser acelerado conforme a jurisprudência do Supremo em questões penais análogas.

As instituições diretamente envolvidas são o Supremo Tribunal Federal e os órgãos de defesa jurídica do ex-presidente. As decisões recentes consideram a legislação vigente para recursos criminais e respeitam as prerrogativas do julgamento colegiado em ações penais de grande repercussão. Se não forem aceitos novos recursos ou se esgotarem as possibilidades de contestação no STF, poderá iniciar-se a execução da pena privativa de liberdade de Jair Bolsonaro.

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