Ministra da Saúde admite situação crítica nos tempos de espera nas urgências

Ana Paula Martins reconhece longos tempos de espera em hospitais públicos portugueses desde as últimas semanas


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu hoje que a situação dos tempos de espera nas urgências hospitalares mantém-se muito crítica em diversos hospitais públicos de Portugal. Segundo declarações da governante, os utentes enfrentam períodos prolongados de espera, sobretudo nos grandes centros urbanos e em unidades hospitalares com elevada afluência.

Esta situação foi comunicada após relatos e dados recentes que indicam um aumento da procura nos serviços de urgência, especialmente nas últimas semanas. As dificuldades resultam da elevada pressão sobre os recursos humanos e da escassez de profissionais de saúde em determinadas unidades e áreas clínicas. A ministra reuniu-se com equipas diretivas de várias instituições do Serviço Nacional de Saúde para analisar o impacto das condições atuais e identificar medidas para mitigar os atrasos no atendimento.

Entre os fatores que contribuem para o aumento dos tempos de espera encontram-se os picos sazonais de afluência, problemas no encaminhamento dos casos clínicos e limitações na resposta hospitalar devido à falta de pessoal. Foram efetuadas reorganizações pontuais para reforçar as escalas de plantão e garantir a prestação dos cuidados essenciais.

A ministra da Saúde indicou que o Governo está a analisar estratégias de médio e longo prazo para reverter esta situação nas urgências, incluindo o reforço de contratações, a revisão dos métodos de triagem e a optimização da interface entre os cuidados primários e hospitalares. Por enquanto, os serviços de urgência continuam a operar sob forte pressão, aguardando-se orientações adicionais do Ministério da Saúde nos próximos dias.

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