Deputado Abenildo de Oliveira eleito presidente da Assembleia Nacional

Parlamento escolhe novo líder com 30 votos favoráveis e 5 abstenções

A la izquierda, Abnildo do Nascimento D'Oliveira.

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

O deputado Abenildo de Oliveira, do partido Ação Democrática Independente (ADI), foi eleito presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe com 30 votos favoráveis e 5 abstenções, numa sessão realizada esta quarta-feira. O candidato concorreu sem oposição.

Entre os votos a favor registaram-se 9 dos 30 deputados do ADI que permaneceram na sala no momento da votação. A eleição ocorreu num contexto de crise parlamentar que levou, há cerca de duas semanas, à destituição da anterior presidente, Celmira Sacramento.

Antes da votação, a líder da bancada parlamentar da coligação MCI-PS/PUN, Beatriz de Azevedo, apelou à solidariedade para com a deputada destituída. “Faço um apelo de solidariedade com a colega, com a presidente Celmira Sacramento”, declarou, numa intervenção dirigida aos parlamentares presentes.

No discurso de tomada de posse, Abenildo de Oliveira afirmou que o momento exige superação de divisões internas e reforço da ligação entre eleitos e cidadãos. “Hoje o medo que devemos vencer é o da divisão, é o da intolerância e é o do afastamento entre o eleito e o povo”, declarou, acrescentando que a resposta deve traduzir-se em atitudes e exemplos.

O novo presidente sublinhou ainda que o interesse nacional orientará a sua atuação à frente do parlamento. “Este é um tempo que nos chama à união. Não a uma união de silêncio, mas uma união consciente, de responsabilidade e de patriotismo”, afirmou, defendendo o respeito pelas diferenças e a valorização do debate parlamentar.

Por sua vez, Celmira Sacramento, afastada da presidência na sequência da atual crise parlamentar, classificou o processo como um “golpe parlamentar” e apelou à atenção da comunidade internacional. “É uma situação de golpe parlamentar e acabou de se confirmar agora o golpe”, declarou aos jornalistas, questionando a validade do procedimento adotado.

Até à sua eleição, Abenildo de Oliveira exercia funções de vice-presidente da Assembleia Nacional e já tinha desempenhado o cargo de líder da bancada parlamentar do ADI.

A eleição decorre num cenário de divisões internas no seio da maioria parlamentar, com implicações no funcionamento da Assembleia Nacional e na estabilidade política do país.

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