La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
O governo brasileiro concluiu a ratificação de dois acordos de livre comércio, um com Singapura e outro com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. A medida, acompanhada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, amplia a presença comercial do Brasil em mercados da Ásia e Europa. Com esses tratados, o comércio brasileiro coberto por preferências tarifárias deve passar de 12% para 31,2%, incluindo acordos anteriores como o da União Europeia.
No acordo com Singapura, a primeira parceria do Mercosul com um país do Sudeste Asiático, está prevista tarifa zero para 100% das exportações brasileiras ao país asiático. Dados oficiais de 2025 indicam que o intercâmbio comercial entre os dois países alcançou US$ 10,7 bilhões, com superávit de US$ 4,1 bilhões para o Brasil. As exportações incluem principalmente óleos combustíveis, máquinas, equipamentos e carnes de aves, suínos e bovinos.
O acordo com a EFTA destaca a integração econômica do Mercosul com países europeus de alta renda fora da União Europeia. O tratado prevê acesso livre a quase 99% do valor exportado pelo Brasil a esses países, que totalizaram US$ 3,8 bilhões em 2025, um aumento de 22,9% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o fluxo comercial entre Brasil e EFTA somou US$ 7,8 bilhões.
Para a vigência dos tratados, foi estabelecido um mecanismo bilateral, no qual os efeitos passam a valer entre os países que concluírem a ratificação individual. A Islândia já finalizou o processo para o acordo com a EFTA, e o documento brasileiro foi protocolado no governo do Paraguai, com previsão de envio para a Noruega, depositária do tratado.
Segundo autoridades governamentais, a conclusão desses acordos reforça a estratégia brasileira de diversificação dos parceiros comerciais e amplia as preferências tarifárias para exportadores, especialmente nos setores industrial e agropecuário.


