La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
Macau encerrou a primeira metade de 2026 com 20.944.446 chegadas de visitantes, segundo os dados divulgados pelo Serviço de Estatística e Censos (DSEC) do território, o que representa um aumento de 9% face ao mesmo período do ano anterior. O número consolida Macau como um dos principais destinos turísticos da Ásia, embora o próprio mês de junho tenha introduzido um sinal de alerta quanto à sustentabilidade deste ritmo de crescimento.
China continental, motor do turismo local
O mercado da China continental continua a ser, de longe, o principal suporte da atividade turística de Macau: entre janeiro e junho chegaram 15.286.203 visitantes provenientes desta região, mais 11% do que no mesmo período de 2025. Os visitantes de Hong Kong somaram 3.659.900, com um crescimento mais moderado de 0,3%, enquanto Taiwan registou o salto mais notável entre os mercados próximos, com 575.895 chegadas e um aumento de 24,7%.
O turismo internacional também avança
Os visitantes provenientes de fora da China somaram 1.422.448 chegadas no semestre, mais 6% do que no ano anterior. Coreia do Sul e Filipinas lideraram este grupo, com 284.258 e 270.441 chegadas, respetivamente, embora o mercado filipino tenha recuado ligeiramente (-1,2%) face ao mesmo período de 2025.
Entre os mercados com maior expansão relativa destacam-se a Tailândia, cujos visitantes cresceram 51,4% até às 122.494 chegadas, e a Índia, com um aumento de 12,4% até aos 65.542 visitantes. Nos mercados de longa distância, os Estados Unidos contribuíram com 82.121 chegadas, mais 7,4% do que no primeiro semestre de 2025.
Excursionistas face a turistas com pernoita
O DSEC diferenciou ainda entre os dois perfis principais de visitantes: os excursionistas de um só dia atingiram os 12.889.844, com um crescimento assinalável de 15,3%, enquanto os turistas que pernoitaram no território somaram 8.054.602, com um aumento mais discreto de 0,2%. Este contraste sugere que boa parte da retoma semestral provém de visitas curtas, sem alojamento.
Junho quebra a tendência positiva
Apesar do balanço semestral favorável, junho introduziu um sinal de alerta: as chegadas totais de visitantes nesse mês foram 2.801.152, uma queda de 3,1% face a junho de 2025. O recuo explica-se em parte pelo comportamento da China continental, cujos visitantes desceram 2,3% para 1.950.194 chegadas, embora a quebra tenha sido ainda mais acentuada entre os visitantes internacionais, que caíram 9,4% para 178.406 chegadas.
As autoridades turísticas de Macau não apresentaram, até ao momento, uma explicação oficial sobre as causas concretas desta desaceleração de junho, pelo que os dados de julho serão determinantes para estabelecer se se trata de um fenómeno pontual ou do início de uma nova tendência no setor.
Redação La Iberofonia, com informação do Serviço de Estatística e Censos (DSEC) de Macau.


