Comissão Europeia autoriza Portugal a flexibilizar política orçamental pelo mau tempo

Portugal poderá exceder metas orçamentais para responder a danos causados por condições meteorológicas adversas


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

O Governo de Portugal obteve a autorização da Comissão Europeia para utilizar mecanismos de flexibilidade orçamental na resposta aos estragos provocados pelo mau tempo. Esta decisão surge após o país registar episódios de chuvas intensas, inundações e ventos fortes, que causaram prejuízos em várias regiões.

Segundo as autoridades portuguesas, os fenómenos climáticos ocorreram principalmente no norte e no centro do país nas últimas semanas e resultaram em danos em infraestruturas públicas, habitação particular e setores produtivos locais.

A autorização da Comissão Europeia insere-se nas regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento e permite a Portugal exceder temporariamente certas metas orçamentais para prestar apoios imediatos às populações afetadas. Esta medida destina-se a cobrir despesas associadas a situações de emergência, como a reparação de estradas, habitações e o apoio ao setor agrícola, assegurando a consolidação das finanças públicas a médio prazo.

As instituições envolvidas incluem o Governo da República Portuguesa, a Comissão Europeia e as autoridades locais das regiões afetadas. Portugal poderá ainda recorrer a fundos comunitários de apoio a catástrofes, desde que sejam cumpridas as condições relativas à extensão dos danos e à reprogramação de investimentos. O processo iniciou-se após o Governo central proceder a um levantamento dos prejuízos, em coordenação com autarquias e organismos da proteção civil.

As próximas etapas contemplam a definição das prioridades para a distribuição dos apoios financeiros, numa estratégia coordenada entre serviços governamentais e entidades europeias. O Governo compromete-se a reportar de forma transparente à Comissão Europeia os montantes das despesas realizadas e os resultados obtidos na recuperação das zonas afetadas. Até ao momento, não foram divulgados números finais de investimento, aguardando-se os relatórios de avaliação. A flexibilidade orçamental manter-se-á enquanto persistirem os efeitos diretos do mau tempo nas regiões abrangidas.

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