Governo Lula enfrenta calendário restrito para aprovar prioridades em 2026

Congresso terá agenda reduzida por recessos, feriados e eleições durante o ano


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

O governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, terá um calendário restrito no Congresso Nacional em 2026 para votar propostas consideradas prioritárias pela gestão. As principais pautas em análise incluem uma proposta de emenda à Constituição que amplia as competências da União na área de segurança pública, um projeto de lei para enfrentamento ao crime organizado, uma proposta de redução da jornada semanal de trabalho e uma medida provisória que destina auxílio para compra de gás de cozinha a famílias de baixa renda.

De acordo com informações de parlamentares e fontes do governo, o funcionamento do Legislativo federal em anos eleitorais é intensificado apenas durante o primeiro semestre. Após o recesso parlamentar de julho e agosto, deputados federais e senadores concentram-se nas campanhas para reeleição ou apoio a aliados em seus estados, o que dificulta a manutenção do quórum necessário para votar projetos importantes em Brasília.

Feriados tradicionais, como o Carnaval em fevereiro e o Dia de Tiradentes em abril, coincidem com datas de sessões legislativas e impactam a agenda do Congresso. Além disso, a Copa do Mundo em junho tende a alterar a rotina de trabalho dos parlamentares. Congressistas ouvidos pelas equipes de articulação política avaliam que a produtividade será afetada também na Semana Santa, início de abril.

Atualmente, os integrantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal encontram-se em recesso, com retorno previsto para a primeira semana de fevereiro. Por causa dessas limitações no calendário, articuladores políticos do governo buscam priorizar a tramitação dos projetos estratégicos nos primeiros meses do ano, para aproveitar o período em que o Congresso opera em ritmo regular.

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