Governo reafirma prioridade às políticas sociais para melhorar condições de vida em Angola

Mensagem de fim de ano do Presidente destaca saúde, educação e habitação após censo indicar mais de 36 milhões de habitantes

Lubango, Huíla, Angola

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

O Governo de Angola reafirmou o seu empenho em criar melhores condições de vida para os cidadãos, com prioridade para as políticas sociais, segundo afirmou o Presidente da República, João Lourenço, numa mensagem de fim de ano dirigida à nação.

Na comunicação, o chefe de Estado sublinhou que o executivo continuará a priorizar os sectores da saúde, educação, habitação e assistência social, considerando-os fundamentais para responder às necessidades da população. O Presidente referiu ainda os resultados do recente censo populacional, que indicam a existência de mais de 36 milhões de angolanos no final de 2024, com uma tendência de crescimento demográfico.

De acordo com João Lourenço, este aumento populacional implica maiores responsabilidades para a governação, exigindo simultaneamente o contributo de todos os cidadãos na construção da nação e na preservação das conquistas já alcançadas desde a independência. O Presidente destacou que o crescimento demográfico reforça a necessidade de planificação e de reforço das políticas públicas.

O Presidente da República garantiu que o Governo continuará a consolidar as instituições democráticas, ao mesmo tempo que promove a edificação de infraestruturas indispensáveis ao desenvolvimento harmonioso do país. Segundo o chefe de Estado, estas infraestruturas são essenciais para assegurar o crescimento económico e social equilibrado em todo o território nacional.

Na sua mensagem, João Lourenço afirmou que o executivo mantém em curso programas destinados a melhorar as condições de vida da população, destacando igualmente a importância de incentivar o crescimento do sector privado e cooperativo da economia. O objectivo, segundo referiu, passa pela criação de mais postos de trabalho e pelo aumento da oferta de bens essenciais de consumo, contribuindo para a estabilidade económica e social.

O Presidente salientou ainda a presença, ao longo do ano, de representantes de diversos países e organizações internacionais em Angola. Segundo afirmou, essas visitas permitiram que “representantes de todo o mundo estiveram entre nós em diferentes momentos e enalteceram o que temos vindo a fazer, encorajando-nos a prosseguir com as nossas realizações”.

João Lourenço aproveitou a ocasião para apelar a um gesto solidário em favor dos angolanos que enfrentam dificuldades, seja por motivos de saúde ou por não terem conseguido superar algumas das carências que ainda afectam parte da população. O Presidente sublinhou a importância da coesão social e do apoio aos mais vulneráveis.

Na mensagem, o chefe de Estado destacou igualmente as comemorações dos 50 anos da independência de Angola, assinaladas ao longo do ano “num clima de paz e harmonia”. Segundo referiu, as celebrações foram marcadas por momentos de emoção e por um espírito de comunhão e esperança no futuro.

O Presidente recordou que, durante as comemorações, o país viveu várias jornadas em que foi reconhecido o contributo de cidadãos provenientes de diferentes estratos da sociedade, que se distinguiram na luta pela independência, na consolidação da paz, na reconciliação nacional e no processo de construção e desenvolvimento económico e social de Angola.

João Lourenço concluiu afirmando que, nas manifestações públicas associadas às celebrações, foi possível constatar que os angolanos permanecem unidos e empenhados em encontrar soluções para os desafios que o país enfrenta, reafirmando o compromisso colectivo com o futuro nacional.

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