Campaña en Niassa alcanza 96% de vacunación

Mais de 22 mil pessoas vacinadas contra a Mpox em Niassa, o epicentro do surto em Moçambique

Lesiones viruela del Mono

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

As autoridades de saúde de Moçambique concluíram uma campanha intensiva de vacinação contra a Mpox na província do Niassa, considerada o atual epicentro da doença no país. No total, 22.022 pessoas foram imunizadas ao longo de cinco dias, número que representa 96% da meta estabelecida.

A informação foi avançada por Amândio Viola, diretor clínico provincial, citado pela agência LUSA, que classificou os resultados como “muito satisfatórios”. A campanha, iniciada em 27 de novembro e concluída na última segunda-feira, contemplou sete dos 16 distritos do Niassa: Lago, Marrupa, Cuamba, Lichinga, Majune, Maúa e Metarica, todos eles com pelo menos um caso confirmado da doença.

Foram administradas 23.500 doses da vacina Imvanex, direcionadas prioritariamente a contactos próximos de casos positivos, mineiros, guardas fronteiriços, agentes de migração e outros profissionais considerados de “linha da frente”, incluindo equipas de saúde e trabalhadores comunitários.

Surto teve origem no distrito de Lago

Segundo Viola, o surto teve início no distrito de Lago, especialmente na região de Lupulichi, onde a maioria dos casos identificados estava relacionada com mineiros e trabalhadoras do sexo, grupos que, pela natureza das suas atividades, apresentam maior risco de exposição. A vacinação foi posteriormente alargada a outros segmentos populacionais potencialmente vulneráveis.

Nos últimos 15 dias, Niassa não registou nenhum caso suspeito ou ativo de Mpox, depois de ter acumulado 660 notificações suspeitas desde julho, das quais 80 foram confirmadas laboratorialmente. Apenas o distrito de Lago concentrou 64 casos positivos. O objetivo das autoridades é interromper a cadeia de transmissão e impedir novas infeções na província.

Situação nacional e continuidade das ações

Desde julho, Moçambique contabiliza 91 casos de Mpox, com 90 recuperações confirmadas. Além do Niassa, foram registados casos nas províncias de Maputo , Tete , Manica e Cabo Delgado.

O Ministério da Saúde informou que continuará a desenvolver ações de sensibilização, com foco especial nas áreas fronteiriças, onde há circulação transfronteiriça proveniente de países com casos confirmados. A vigilância epidemiológica será reforçada para prevenir novos surtos.

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