Presidente de Guiné-Bissau denuncia golpe de Estado

Embaló afirma estar detido pelos militares

Umaro Sissoco Presidente Guinea Bissau 2025 02

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, denunciou esta quarta-feira a existência de um golpe de Estado militar no país e afirmou que está detido por elementos das Forças Armadas, juntamente com várias figuras de topo do Estado. Entre os detidos encontra-se também o chefe do Estado-Maior, Biague Na Ntan, um dos oficiais mais influentes do aparelho militar e considerado peça estratégica no equilíbrio político nacional.

Segundo fontes próximas da Presidência, a situação explodiu após as eleições gerais do fim de semana, um processo eleitoral marcado por fortes tensões entre governo, oposição e forças de segurança. Embaló declarou que um grupo de oficiais tomou controlo de edifícios estratégicos em Bissau e impôs restrições de circulação, criando um clima de grande incerteza. O presidente descreveu as ações como “uma tentativa clara de subverter a ordem constitucional” e alertou a comunidade internacional para o risco de ruptura institucional total no país.

Testemunhas em Bissau relataram a presença de blindados e militares armados em torno do palácio presidencial e de outras infraestruturas governamentais, numa operação que parece ter sido coordenada ao longo da madrugada. Algumas fontes militares afirmam que a ação foi motivada por alegadas irregularidades no processo eleitoral e por desentendimentos internos sobre a manutenção do governo. No entanto, não existe ainda uma declaração oficial unificada por parte dos comandantes envolvidos.

A Guiné-Bissau, historicamente marcada por golpes de Estado, motins e disputas entre facções militares, volta assim a enfrentar um cenário de instabilidade profunda. Organizações regionais como a CEDEAO e a União Africana já estão a acompanhar a situação e poderão emitir sanções caso se confirme a tomada ilegítima do poder. Diplomatas estrangeiros presentes no país manifestaram preocupação e aconselharam os seus cidadãos a evitar deslocações.

Enquanto isso, Embaló apelou ao “respeito absoluto pela vontade do povo guineense” e exigiu a restituição da ordem constitucional, ao mesmo tempo que diversos ministérios permanecem incomunicáveis e o país vive horas de forte tensão política e militar.

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