Romeu Zema renuncia ao governo de Minas Gerais e deixa cargo ao vice

Zema anunciou a renúncia em 22 de março de 2026, criticando gestão federal no Palácio Tiradentes


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

Romeu Zema, do partido Novo, anunciou neste domingo, 22 de março de 2026, sua renúncia ao cargo de governador de Minas Gerais. A decisão foi formalizada durante uma cerimônia em frente ao Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte. No discurso de despedida, Zema criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando problemas como corrupção e insegurança. Ele afirmou que pretende combater a chamada “farra da corrupção” no cenário político nacional. A renúncia ocorre após sete anos e três meses no comando do Poder Executivo estadual.

Com a saída de Zema, o vice-governador Mateus Simões, do Partido Social Democrático, assumiu a administração do estado. Durante o evento, Simões expressou preocupações sobre programas sociais federais e defendeu o endurecimento das ações de combate à criminalidade, ressaltando a importância do respeito à autoridade policial e da priorização da segurança da população. O novo governador planeja percorrer o interior de Minas Gerais nos próximos meses para estreitar o contato com os cidadãos da região, que representa a maior parte da população do estado.

Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Pesquisas recentes indicam desempenho inferior em comparação ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao ex-deputado Flávio Bolsonaro. Zema busca formar aliança com grupos políticos de direita e representantes do Partido Liberal para fortalecer sua candidatura.

No âmbito estadual, o cenário eleitoral permanece indefinido. Potenciais candidaturas do senador Cleitinho, do Republicanos, e do empresário Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, estão sendo consideradas pelo Partido Liberal. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pode deixar o PSD para lançar-se por outro partido, possivelmente com apoio do governo federal, adicionando novas variáveis ao quadro político de Minas Gerais.

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