Jaime
Moçambique confirmou uma actualização das metas do Plano Nacional de Desenvolvimento do Gás para 2026, num momento em que o sector energético volta a ganhar dinamismo com a aprovação recente da unidade flutuante de GNL Coral Norte.
As autoridades do Ministério dos Recursos Minerais e Energia afirmaram que a revisão tem como objectivo harmonizar as infra-estruturas previstas para o norte do país, incluindo logística marítima, expansão de capacidade de armazenamento e reforço de redes de distribuição. O plano actualizado propõe melhorias nos sistemas de monitorização ambiental, no controlo de emissões e na fiscalização das actividades extractivas.
Os impactos económicos continuam a ser uma prioridade. Dados do Banco de Moçambique indicam que o sector extractivo representou mais de 30 % das exportações no último trimestre. A previsão governamental é de que a nova fase do projecto Coral Norte venha a acrescentar receitas fiscais significativas, permitindo maior investimento em educação, saúde e infra-estruturas.
O debate nacional também se concentra na segurança da região de Cabo Delgado. Analistas referem que operações de estabilização continuam activas e que a evolução do contexto terá impacto directo no calendário dos projectos energéticos. A cooperação internacional mantém-se no terreno, com apoio técnico de parceiros regionais.
A revisão do plano inclui ainda quotas mais rigorosas para operadores privados e novos requisitos de transparência, com a publicação obrigatória de dados de produção e de relatórios de impacto socioeconómico. Organizações civis pedem que a actualização garanta benefícios directos para comunidades deslocadas durante as fases iniciais dos projectos.
O Ministério da Energia deverá apresentar a versão final do documento no primeiro trimestre de 2026, após consultas públicas e audições com o sector privado.


