La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, na reta final de seu mandato, a estratégia de mobilizar o eleitorado para pressionar o Congresso Nacional. Ao contrário do ex-presidente Jair Bolsonaro, que inicialmente enfrentou o Legislativo e depois buscou apoio do centrão, Lula aposta em atos públicos para fortalecer o apoio a projetos prioritários para seu governo.
Essa estratégia é evidente em eventos como a cerimônia realizada em 8 de janeiro no Palácio do Planalto, que marcou os três anos dos ataques de apoiadores de Bolsonaro aos Três Poderes em 2023. Além da solenidade oficial, militantes realizaram um ato na área externa em defesa das instituições democráticas. A expectativa é que Lula participe diretamente do encontro com manifestantes ao final do evento.
No contexto atual, o governo federal busca reverter pautas desfavoráveis e consolidar o apoio do centrão e das lideranças no Senado Federal e na Câmara dos Deputados especialmente na agenda econômica. A mobilização popular passou a ser vista como um instrumento central para fortalecer o Executivo diante de questões sensíveis e da proximidade das eleições presidenciais.
De acordo com declarações recentes do deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, o engajamento da sociedade civil foi um fator relevante para aprovação de medidas em 2025 e deve se manter neste ano. Por meio dessa estratégia, Lula também sinaliza possíveis vetos a projetos polêmicos, como o que prevê redução de penas para envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. A combinação de articulação parlamentar e pressão popular caracteriza a abordagem atual do governo para garantir apoio legislativo às propostas principais.


