Hugo Motta enfrenta conflitos no primeiro ano como presidente da Câmara

Desde fevereiro de 2025, Motta lida com tensões partidárias e desafios institucionais no Congresso


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

Hugo Motta, deputado do estado da Paraíba pelo partido Republicanos, assumiu a presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, contando com o apoio do Partido dos Trabalhadores e do Partido Liberal, os dois principais grupos da Casa. Durante seu primeiro ano, enfrentou tensões entre diferentes grupos parlamentares e demais poderes da República.

Um dos episódios mais relevantes foi um motim que envolveu deputados federais ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A paralisação, que durou mais de 30 horas, testou a autoridade da presidência da Câmara.

Outro evento marcante foi a condução coercitiva da saída do deputado Glauber Braga, do Partido Socialismo e Liberdade. A medida motivou críticas de parlamentares diversos e gerou debates sobre a liberdade de imprensa e o papel da polícia legislativa no Congresso Nacional.

Apesar das críticas relativas à condução dos trabalhos e ao controle das decisões, Motta manteve o apoio de um bloco significativo formado principalmente por parlamentares do chamado centrão, que reúne cerca de 276 integrantes e exclui as maiores bancadas dos partidos que apoiaram sua eleição.

Durante o ano, questões como protestos promovidos por setores de esquerda contra propostas de anistia para investigados por atos considerados golpistas e contra a emenda constitucional chamada de “Blindagem” estiveram em pauta.

O presidente da Câmara também foi pressionado por fatos da conjuntura interna e internacional, incluindo a prisão e julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sanções aplicadas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Discutiu-se ainda a possibilidade de cassação de deputados como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, ambos do Partido Liberal.

O ano encerrou-se com avaliação de que Hugo Motta é um nome forte para a reeleição à presidência da Câmara, desde que renove seu mandato parlamentar em 2026.

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