La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
As investigações sobre o conjunto de joias oferecido ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro pelo governo da Arábia Saudita permanecem sem novos desdobramentos desde julho de 2024. O caso teve início em 2021, quando seis itens da marca suíça Chopard – relógio, caneta, anel, par de abotoaduras e rosário – entraram no Brasil sem declaração e não foram detectados pelas autoridades aduaneiras no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na mesma ocasião, um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi flagrado tentando entrar no país com outro kit de joias, apreendido pela Receita Federal.
A Polícia Federal avaliou os bens em mais de R$ 6,8 milhões. Foram instauradas investigações criminais, fiscais e administrativas, incluindo procedimentos junto ao Tribunal de Contas da União e auditorias da Receita Federal. A apuração penal levou ao indiciamento de Bolsonaro em julho de 2024, pelo Supremo Tribunal Federal. O prosseguimento do processo aguarda manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Fontes próximas ao Ministério Público Federal indicam três possíveis caminhos para a Procuradoria-Geral da República: apresentar denúncia ao Supremo Tribunal Federal, pedir diligências adicionais ou solicitar o arquivamento do inquérito. Até o momento, não houve decisão oficial, embora a definição deva ocorrer em breve.
A investigação fiscal sobre a entrada das joias no Brasil enfrenta risco de prescrição a partir de outubro de 2024, o que pode comprometer a responsabilização nessa área. As apurações administrativas e criminais permanecem em análise pelas respectivas autoridades, que ainda não divulgaram prazos ou encaminhamentos para conclusão dos procedimentos.


