Até vinte ministros podem deixar governo Lula por campanha eleitoral

Ministros devem se afastar até abril de 2026 para disputar eleições no Brasil


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

Cerca de vinte ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, podem deixar suas funções até abril de 2026. Essa saída está vinculada ao calendário eleitoral brasileiro, que exige o afastamento de membros do Executivo que desejam concorrer a cargos eletivos nas eleições gerais previstas para outubro de 2026.

A recomendação para o afastamento partiu do próprio presidente Lula, com o objetivo de fortalecer a base política do governo em várias unidades federativas. Muitos dos ministros envolvidos manifestaram interesse em disputar eleições para cargos legislativos ou executivos em níveis estadual ou federal. Entre eles, destaca-se a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deputada federal licenciada, que aceitou deixar o ministério para candidatar-se ao Senado Federal pelo Paraná.

Segundo as normas eleitorais brasileiras, servidores públicos federais que desejam concorrer a cargos eletivos devem afastar-se do cargo até seis meses antes da data da eleição. Essa prática é comum na administração federal, mas o elevado número de prováveis saídas pode levar o presidente Lula a conduzir a campanha sem parte do seu núcleo decisório habitual.

Com a provável saída de Gleisi Hoffmann, o comando interino da pasta ficará com o secretário-executivo Marcelo Costa, diplomata de carreira. Porém, há debates internos no Partido dos Trabalhadores sobre a necessidade de ter uma liderança mais política na articulação institucional durante o período eleitoral. As consequências dessa reorganização no primeiro escalão estão sendo avaliadas pelo Palácio do Planalto e outras forças políticas do governo.

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