Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
A província de Manica, no centro de Moçambique, enfrenta uma situação de emergência na sequência de chuvas intensas registadas nos últimos dias, que provocaram seis mortes e dois feridos graves, além de danos materiais considerados extensos. A informação foi confirmada pelo delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) em Manica, Borges Viagem, citado por autoridades locais.
Segundo os dados recolhidos pelo INGD, as precipitações estiveram associadas a arrastamentos de pessoas, descargas atmosféricas e ao desabamento de paredes de habitações, afectando de forma particular os distritos de Chimoio, Machaze e Mossurize. As ocorrências foram registadas em diferentes pontos da província, em contextos urbanos e rurais.
No distrito de Sussundenga, o transbordo do rio Lucite originou inundações extensas, atingindo campos agrícolas localizados nas margens do curso de água. As autoridades indicam que a situação colocou em risco a segurança das populações residentes nas zonas ribeirinhas, obrigando à monitorização permanente do nível do rio e das condições meteorológicas.
Na cidade de Chimoio, capital provincial, os efeitos das chuvas provocaram a destruição de um pontão no bairro Samora Machel, uma infraestrutura utilizada para a circulação local. O colapso da estrutura interrompeu a mobilidade de pessoas e bens, dificultando o acesso a serviços básicos e a ligação entre diferentes áreas da cidade.
As autoridades locais referem que as equipas de emergência estão mobilizadas para prestar assistência às famílias afectadas, incluindo apoio humanitário básico e o levantamento preliminar dos prejuízos. Técnicos do INGD e de outros serviços do Estado encontram-se no terreno para avaliar os danos em habitações, infraestruturas e áreas agrícolas.
De acordo com os serviços provinciais, as chuvas intensas enquadram-se no período chuvoso, que habitualmente se estende entre os últimos meses do ano e o primeiro trimestre do ano seguinte em grande parte do território moçambicano. As autoridades alertam para a possibilidade de novos episódios de precipitação forte, apelando à população para evitar zonas de risco, nomeadamente áreas sujeitas a inundações ou deslizamentos de terras.
O INGD recomenda ainda especial atenção durante tempestades, devido ao risco de descargas atmosféricas, e reforça a necessidade de cumprimento das orientações de segurança emitidas pelos serviços de protecção civil. O balanço de vítimas e danos permanece provisório, podendo ser actualizado à medida que prosseguem as operações de avaliação no terreno.


