Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, denunciou esta quarta-feira a existência de um golpe de Estado militar no país e afirmou que está detido por elementos das Forças Armadas, juntamente com várias figuras de topo do Estado. Entre os detidos encontra-se também o chefe do Estado-Maior, Biague Na Ntan, um dos oficiais mais influentes do aparelho militar e considerado peça estratégica no equilíbrio político nacional.
Segundo fontes próximas da Presidência, a situação explodiu após as eleições gerais do fim de semana, um processo eleitoral marcado por fortes tensões entre governo, oposição e forças de segurança. Embaló declarou que um grupo de oficiais tomou controlo de edifícios estratégicos em Bissau e impôs restrições de circulação, criando um clima de grande incerteza. O presidente descreveu as ações como “uma tentativa clara de subverter a ordem constitucional” e alertou a comunidade internacional para o risco de ruptura institucional total no país.
Testemunhas em Bissau relataram a presença de blindados e militares armados em torno do palácio presidencial e de outras infraestruturas governamentais, numa operação que parece ter sido coordenada ao longo da madrugada. Algumas fontes militares afirmam que a ação foi motivada por alegadas irregularidades no processo eleitoral e por desentendimentos internos sobre a manutenção do governo. No entanto, não existe ainda uma declaração oficial unificada por parte dos comandantes envolvidos.
A Guiné-Bissau, historicamente marcada por golpes de Estado, motins e disputas entre facções militares, volta assim a enfrentar um cenário de instabilidade profunda. Organizações regionais como a CEDEAO e a União Africana já estão a acompanhar a situação e poderão emitir sanções caso se confirme a tomada ilegítima do poder. Diplomatas estrangeiros presentes no país manifestaram preocupação e aconselharam os seus cidadãos a evitar deslocações.
Enquanto isso, Embaló apelou ao “respeito absoluto pela vontade do povo guineense” e exigiu a restituição da ordem constitucional, ao mesmo tempo que diversos ministérios permanecem incomunicáveis e o país vive horas de forte tensão política e militar.


