La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou que foi detido na quarta-feira no seu gabinete no palácio presidencial. Esta declaração ocorreu após relatos de movimentações de forças armadas em Bissau, particularmente próximas ao palácio presidencial e à comissão eleitoral nacional. Fontes internacionais indicaram que no mesmo dia, elementos das forças armadas declararam ter assumido o controlo total do país, enquanto a contagem dos votos das eleições presidenciais do domingo anterior ainda não estava concluída.
Segundo Embaló, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntan, o vice-chefe do Estado-Maior, General Mamadou Touré, e o ministro do Interior, Botché Candé, também foram detidos pelos militares. O Presidente afirmou que não sofreu atos de violência, atribuindo os acontecimentos a uma alegada tentativa de golpe de Estado organizada pelo comandante das forças armadas.
O contexto político apresenta uma forte tensão relacionada com o resultado das eleições presidenciais, já que tanto Embaló como o seu principal adversário, Fernando Dias da Costa, reivindicavam a vitória antes da divulgação oficial dos resultados. Membros da oposição e da sociedade civil indicaram suspeitas de que as detenções e a interrupção da contagem dos votos seriam manobras políticas para suspender o processo eleitoral.
Domingos Simões Pereira, candidato à presidência, relatou que estava reunido com observadores da União Africana, incluindo Goodluck Jonathan, antigo presidente da Nigéria, quando soube dos tiroteios em Bissau. Testemunhos indicam que militares tentaram pressionar a comissão eleitoral nacional para divulgar resultados que atribuíssem a vitória a Embaló. A comissão eleitoral tinha previsto anunciar os resultados oficialmente na quinta-feira seguinte.
A situação permaneceu incerta durante a noite de quarta-feira, com presença significativa de forças militares em Bissau e relatos da ocupação de várias estações de rádio nacionais. As consequências do controlo assumido pelos militares e das detenções de figuras relevantes do Estado e das forças armadas ainda não foram esclarecidas, na ausência de comunicações oficiais adicionais das autoridades civis ou militares.


