La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
No dia 24 de dezembro, o quinto dia da greve dos guardas prisionais em Portugal, convocada pela Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional, registou uma adesão próxima de 80%. A paralisação visa reivindicações relativas à revisão do estatuto profissional, à promoção de mais trabalhadores na carreira e à alteração das regras para o subsídio de renda de casa.
A greve teve início a 16 de dezembro e decorre em dez dias não consecutivos, abrangendo dias não úteis, como 24 e 25 de dezembro, o fim de semana de 27 e 28, e 31 de dezembro e 1 de janeiro de 2026. Segundo a estrutura sindical, o protesto tem impacto significativo nas visitas aos reclusos, que coincidem com os dias de paralisação. Estão assegurados serviços mínimos para garantir uma visita semanal.
No início de dezembro, os sindicatos e o Ministério da Justiça acordaram medidas para a carreira do corpo da guarda prisional, incluindo a alteração das idades mínima e máxima para ingresso, reduzindo a mínima de 21 para 18 anos e elevando a máxima de 28 para 35 anos. O acordo contempla também o pagamento de horas extras justificadas e mecanismos para acelerar o recrutamento.
O Ministério da Justiça informou que está a elaborar, em conjunto com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, um plano plurianual de recrutamento e promoções para 2026-2029. Apesar disso, os sindicatos apontam a falta de uma manifestação clara do Governo para rever o estatuto profissional. As negociações continuam sem indicações de alterações substanciais nas posições das partes.


