Governo debate orçamento sob pressão financeira

Prioridades incluem energia, saúde e dívida pública

O Ministério da Saúde

Jaime Jaime

A Assembleia Nacional debate esta semana o Orçamento Geral do Estado para 2026, num contexto de pressão financeira crescente e forte dependência de ajuda externa. O Governo defende que o novo orçamento dará prioridade absoluta ao setor energético, à estabilização fiscal e à recuperação das infraestruturas de saúde, após anos de degradação e limitações operacionais.

De acordo com dados divulgados pela imprensa são-tomense e pela Agência Lusa, o Executivo prevê aumentar investimento na Central de Santo Amaro, reforçar redes de distribuição e concluir o plano de manutenção de geradores que abastecem a ilha do Príncipe. A oposição critica o documento por “falta de realismo” e acusa o Governo de subestimar o défice estrutural e a escalada de preços de combustíveis.

A dívida pública — superior a 90 % do PIB segundo estimativas de parceiros internacionais — continua a ser um ponto central no debate. Organismos multilaterais aconselham reformas graduais, maior controlo de despesa e diversificação económica, sobretudo nas áreas de turismo sustentável, agricultura de exportação e economia azul.

O Ministério da Saúde alertou para carências críticas em equipamentos, medicamentos e recursos humanos, ao mesmo tempo que procura apoio externo para modernizar centros hospitalares e reforçar cuidados materno-infantis. O Governo insiste que a sustentabilidade orçamental depende de execução eficiente e de assistência continuada dos parceiros europeus e africanos.

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