Eleições legislativas em Macau evidenciam baixa participação nos votos diretos autoritários

Assembleia Legislativa renovada mostra listas “pró‑Beijing” dominantes face à desqualificação de opositores.


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

No passado dia 14 de setembro de 2025, realizaram‑se em Macau as eleições para renovar a Assembleia Legislativa, com 14 dos 33 lugares eleitos diretamente pelo eleitorado, 12 indiretamente por grupos de interesses específicos e 7 nomeados pelo Chefe do Executivo.

As listas associadas ao setor pró‑Beijing mantiveram a maioria dos lugares eleitos diretamente; a participação eleitoral foi baixa, muito abaixo de eleições anteriores. A oposição democrática teve candidaturas limitadas em virtude de desqualificações de candidatos afetados pela legislação vigente.

O sistema eleitoral de Macau tem sido criticado por falta de pluralismo e controlo sobre critérios de elegibilidade, especialmente quando muitos candidatos das facções democráticas são impedidos de concorrer. O sistema fomenta listas apoiadas pelo poder central, reduzindo a diversidade de representação política.

Encerramento contextual
Estas eleições reforçam o domínio político das listas alinhadas com Pequim em Macau, num contexto em que o espaço para oposição é restrito, enquanto o modelo eleitoral e o envolvimento popular continuam a gerar debates sobre legitimidade e participação sob o princípio “um país, dois sistemas”.

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