Hospital de São Tomé enfrenta roturas de medicamentos e falta de água potável

Primeiro-ministro constata carências de fármacos, água e recursos humanos no principal hospital do arquipélago

Medicamentos en mal estado

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

O Hospital Central Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé, continua a registar roturas de medicamentos, falta de água potável e escassez de recursos humanos especializados, segundo constatou o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos, durante uma visita realizada esta quinta-feira. A deslocação coincidiu com o dia em que o Governo completou um ano em funções.

Após percorrer os diferentes serviços da unidade hospitalar, o chefe do Governo afirmou que a falta de medicamentos é uma situação recorrente no sistema nacional de saúde. Segundo Américo Ramos, trata-se de um problema conhecido e persistente, que tem sido atenuado, em grande medida, através do apoio de instituições e países parceiros, responsáveis pelo fornecimento de uma parte significativa dos medicamentos e consumíveis por via de doações.

O primeiro-ministro alertou, contudo, que essa ajuda externa tem vindo a diminuir nos últimos anos. Referiu ainda que, nas últimas semanas, chegaram ao país alguns medicamentos e consumíveis destinados a resolver o problema imediato, mas defendeu a necessidade de um planeamento estruturado a médio e longo prazo para evitar roturas frequentes. Entre as soluções apontadas está a realização de compras conjuntas com parceiros internacionais.

Outro problema identificado durante a visita foi a falta de água potável no hospital, uma situação que tem sido alvo de reclamações por parte dos utentes. Uma paciente relatou que não há água disponível para beber, tomar banho ou administrar medicamentos, obrigando os doentes internados a comprar água engarrafada ou a procurá-la em residências próximas.

Américo Ramos reconheceu que o problema do abastecimento de água no hospital não é recente e resulta de questões estruturais que exigem intervenções profundas. O primeiro-ministro sublinhou que a resolução desta situação passa por obras e melhorias duradouras na infraestrutura de abastecimento.

Além da falta de água e de medicamentos, o chefe do Governo destacou a escassez de profissionais de saúde especializados, associada, em parte, à emigração. Segundo afirmou, existe uma carência de quadros qualificados em várias áreas do setor, o que condiciona o funcionamento regular dos serviços hospitalares.

O primeiro-ministro apontou igualmente a degradação da infraestrutura do Hospital Central como um dos desafios a enfrentar. Apesar disso, afirmou que o Governo tem desenvolvido um “esforço titânico” em articulação com parceiros públicos e privados para melhorar as condições da unidade hospitalar.

De acordo com Américo Ramos, o executivo está a trabalhar na implementação de medidas de curto e médio prazo, que incluem a aquisição urgente de medicamentos, o reforço da gestão do abastecimento de água e ações destinadas a mitigar a falta de recursos humanos no setor da saúde.

O atual Governo tomou posse há um ano, após o Presidente da República, Carlos Vila Nova, ter demitido o então primeiro-ministro Patrice Trovoada, invocando incapacidade para responder aos desafios do país e alegada deslealdade institucional.

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