Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
imor-Leste assumirá a presidência do grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMD) sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CQNUMC) para o período 2026-2028, conforme anunciou o diretor nacional para as mudanças climáticas, Carlos Conceição, em declarações à Lusa. A presidência, que estava sob responsabilidade de Malawi, será transferida para Timor-Leste a partir de janeiro de 2026, com o país liderando 43 nações, consideradas pequenas e especialmente vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas, incluindo Timor-Leste como o 44º membro.
Esse passo importante foi formalizado durante a COP30, realizada em Belém, Brasil, no dia 17 de novembro, quando Timor-Leste recebeu oficialmente a presidência do grupo. Este marco representa uma virada significativa na diplomacia climática global do país, consolidando sua posição nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Carlos Conceição destacou que essa conquista coloca Timor-Leste na vanguarda da ação climática internacional, representando os interesses dos países menos desenvolvidos, que enfrentam desafios extremos devido à sua vulnerabilidade frente às mudanças climáticas.
“É responsabilidade de Timor-Leste, nos próximos dois anos, transmitir e defender as necessidades e preocupações desses países, além de refletir a realidade de suas vidas cotidianas no cenário internacional”, afirmou Conceição. Esta nova posição permitirá a Timor-Leste coordenar a estratégia de negociação do grupo, consolidar posições comuns e promover o financiamento climático para garantir que as decisões globais sobre mudanças climáticas reflitam as prioridades dos Países Menos Desenvolvidos.
Além disso, o diretor nacional ressaltou que essa presidência fortalece a voz de Timor-Leste nos fóruns internacionais, oferecendo novas oportunidades para especialistas, jovens e instituições nacionais contribuírem de maneira mais ativa na ação climática global.
Nas palavras de Carlos Conceição, essa liderança não só aumenta a visibilidade de Timor-Leste no contexto climático internacional, mas também fortalece a capacidade do Governo de Timor-Leste para influenciar as negociações sobre as mudanças climáticas em nível global. Nos próximos anos, o país terá a responsabilidade de coordenar e alinhar as demandas dos 44 países vulneráveis nas discussões e decisões chave que afetarão o planeta como um todo.


