Conferência defende mudança de rumo em São Tomé e Príncipe

O movimento cívico Somos Mais propõe visão estratégica para os próximos 25 anos

Palacio Presidencial Sao Tomé 001

Juan Lacomba Juan Lacomba

(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.

A conferência 50+7=12, organizada pelo movimento cívico Somos Mais, reuniu cidadãos de São Tomé e Príncipe para discutir uma estratégia de desenvolvimento nacional, a partir do marco simbólico dos 50 anos de independência do país. O título do evento representa um trocadilho simbólico: “50, pelos 50 anos da independência; 7, pelo mês de julho; e 12, pelo dia 12 de julho, data da proclamação da independência. Daí 50+7=12”, explicou Adelino Pereira, do Somos Mais.

O encontro assinalou meio século de independência, momento que os organizadores consideram decisivo para uma verdadeira viragem nacional. Segundo Pereira, “Nestes 50 anos foram feitas coisas boas e positivas. Já se refletiu e se apontaram responsabilidades. Agora é tempo de adotar outra perspetiva e pensar no que vamos construir daqui em diante.”

Durante a conferência, os participantes sublinharam a necessidade de mudança de paradigma. Para Tomás Vera Cruz, “esse processo exige uma liderança política comprometida e clara, uma visão estratégica e um espírito de missão, precisamente aquilo que nos falta.”

A advogada Celiza de Deus Lima destacou como prioridade a reposição da autoridade do Estado: “É necessário repormos imediatamente a autoridade do Estado para então avançarmos noutros domínios e começarmos a pensar na projeção do país.”

O arquiteto Liberato Moniz salientou a importância de reforçar a justiça, comparando a medida ao sucesso obtido na ancoragem da Dobra ao Euro: “As pessoas têm de acreditar que, no dia em que falharem, serão responsabilizadas pelos seus erros. Enquanto isso não acontecer, tudo continuará igual.”

A conferência foi concebida como um exercício de visão estratégica, orientado para projetar o desenvolvimento do país num horizonte de 25 anos, promovendo um debate sobre prioridades políticas, económicas e sociais. Os participantes reforçaram a importância de um compromisso coletivo, com liderança clara e instituições fortalecidas, para assegurar uma trajetória de crescimento sustentável e confiança pública.

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