O primeiro-ministro António Costa foi alvo de escutas

As escutas registaram conversas em processos de tráfico de influências


La Iberofonía La Iberofonía

Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

António Costa, ex-primeiro-ministro e actual presidente do Conselho Europeu, foi alvo de escutas telefónicas no âmbito da Operação Influencer, investigação das autoridades judiciais portuguesas relacionada com suspeitas de tráfico de influências e corrupção em projectos de energia verde e tratamento de resíduos em Portugal.

As escutas ocorreram devido a suspeitas de envolvimento de membros do Governo da República Portuguesa e empresários em práticas ilícitas associadas a processos de licenciamento e favorecimento de interesses privados. Foram analisadas comunicações entre António Costa e responsáveis de instituições públicas e empresas ligadas aos projectos em investigação.

As autoridades judiciais, com autorização do poder judicial competente, recolheram as conversas ao abrigo da legislação relativa à vigilância e obtenção de provas em processos criminais. As transcrições integram os autos da Operação Influencer, cujo segredo de justiça mantém as diligências confidenciais. Também foram escutados outros titulares de cargos públicos e gestores do sector privado.

O Ministério Público português indicou que as escutas fazem parte dos elementos de prova recolhidos, sem divulgar resultados preliminares. As consequências legais para os envolvidos dependem de futuros despachos das autoridades judiciais, que continuam a recolher depoimentos e outros elementos de prova sobre as alegadas práticas ilícitas.

Artículos