Ministério Público formaliza acusação no caso TAP

A Polícia Judiciária realizou buscas na TAP e na Barraqueiro na investigação


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Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.

O Ministério Público de Portugal constituiu como arguidos o empresário Humberto Pedrosa, proprietário da empresa Barraqueiro, o seu filho David Pedrosa, e a sociedade HPGB, parte do consórcio Atlantic Gateway. A investigação relaciona-se com a venda da TAP ocorrida em 2015 e foca-se em alegados crimes de administração danosa, participação económica em negócio, corrupção passiva no setor privado, fraude fiscal qualificada e fraude à Segurança Social qualificada.

Na terça-feira, a Polícia Judiciária realizou buscas nas instalações da companhia aérea TAP e da empresa de transportes Barraqueiro. Estas diligências foram realizadas no âmbito de um inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, iniciado após uma queixa recebida em 2023 dos ex-ministros do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e das Finanças, Fernando Medina.

O processo de privatização da TAP em 2015 envolveu a venda da companhia aérea nacional ao consórcio liderado por David Neeleman e Humberto Pedrosa. A investigação tem como objetivo esclarecer a legalidade das operações e investigar possíveis benefícios ilegítimos obtidos pelas partes envolvidas.

A constituição como arguidos de Humberto Pedrosa, do seu filho e da sociedade HPGB resulta dos indícios recolhidos durante as buscas efetuadas pelas autoridades judiciais e policiais. Esta ação visa apurar responsabilidades criminais relacionadas com o negócio da privatização da TAP.

Fontes: CM Jornal, NOW

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