Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
Cabo Verde recebeu nesta semana a certificação internacional que o reconhece como país livre do sarampo e da rubéola, após um processo técnico conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cerimónia decorreu na cidade da Praia e incluiu representantes nacionais e regionais da instituição. A certificação posiciona Cabo Verde entre os três primeiros países da África Subsaariana a atingir este marco, juntamente com Maurícias e Seychelles. A informação completa da OMS está disponível em https://www.who.int
De acordo com o comunicado divulgado pela organização, trata-se de um resultado obtido após anos de vigilância epidemiológica, campanhas de vacinação e avaliações de capacidade laboratorial. A certificação coloca o arquipélago entre os 94 países que eliminaram o sarampo e os 133 que eliminaram a rubéola, segundo os critérios internacionais. Esses critérios incluem elevados índices de cobertura vacinal, sistemas de vigilância capazes de identificar rapidamente casos suspeitos e mecanismos de resposta preparados para lidar com eventuais importações do vírus.
Durante a conferência de imprensa que se seguiu à cerimónia, o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, afirmou que o estatuto de país livre das duas doenças implica responsabilidades permanentes. Referiu que, devido à mobilidade da população cabo-verdiana e à presença constante de visitantes, o risco de reentrada de vírus é real. O ministro explicou que a estratégia nacional se baseia na deteção precoce, em protocolos de notificação imediata e no reforço contínuo da rede laboratorial, de forma a preservar os avanços alcançados. Comparou ainda o esforço atual ao processo que permitiu ao país obter a certificação de eliminação do paludismo, salientando a importância da vigilância diária.
A representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrom, destacou durante a sessão que o compromisso político foi um elemento decisivo para atingir esta meta. Segundo indicou, a certificação resulta de um procedimento robusto que envolve comissões independentes responsáveis por analisar dados epidemiológicos, registos de cobertura vacinal, indicadores laboratoriais e informações sobre a capacidade de resposta nacional. Explicou que apenas após a validação de todas essas etapas a certificação é concedida, o que demonstra, na sua avaliação, a solidez do sistema de saúde cabo-verdiano.
Participando remotamente, Mohamed Janabi, diretor regional da OMS para África, recordou que a decisão foi tomada em outubro por comissões regionais especializadas. Sublinhou, porém, que o risco de importação de casos permanece e que, por essa razão, a vigilância e a resposta rápida continuam a ser prioridades. Apontou que a manutenção da certificação depende da continuidade das práticas de monitorização e da estabilidade da cobertura vacinal. As autoridades locais reiteraram que novas ações de sensibilização e campanhas de atualização vacinal serão executadas de forma gradual para assegurar que o país mantém os indicadores exigidos.


