La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
Em 2025, Portugal não atingiu as metas europeias relativas à reciclagem de embalagens, apesar do aumento do investimento no Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), que totalizou 220 milhões de euros, quase o dobro de 2024. Segundo dados preliminares divulgados pelas entidades gestoras do setor e pela Agência Portuguesa do Ambiente, a taxa de reciclagem situou-se em 60,2%, permanecendo abaixo do valor de 65% exigido pela diretiva comunitária para este fluxo de resíduos.
As autoridades reportaram um crescimento de 2% na quantidade total de embalagens destinadas à reciclagem, com os portugueses a separarem 486 990 toneladas ao longo do ano, mais 10 385 toneladas do que em 2024. Apesar do reforço financeiro aplicado ao serviço de recolha seletiva, a evolução dos resultados foi considerada residual pelas entidades envolvidas, indicando que o modelo atual de recolha e triagem não garantiu melhorias suficientes para cumprir as obrigações legais europeias.
Quanto aos materiais, o vidro e as embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) registaram os piores resultados: a reciclagem de vidro recuou 1%, com 212 693 toneladas recolhidas, e a de ECAL diminuiu 7%, totalizando 7 724 toneladas. Por outro lado, a reciclagem de papel/cartão e plástico aumentou 4%, enquanto o alumínio apresentou uma redução de 4%.
O relatório do estado do ambiente e diversas entidades gestoras destacam a necessidade de expandir e otimizar a rede de ecopontos, melhorar os circuitos de recolha e aprofundar a coordenação entre as entidades responsáveis. Reforçam a importância da fiscalização e da gestão baseada em métricas claras e defendem a adaptação do sistema à diversidade urbana e demográfica de Portugal. A falta de melhorias estruturais após o aumento dos investimentos evidencia a necessidade de mudanças no funcionamento e controlo do sistema de resíduos de embalagens.


