La Iberofonía
Equipo de edición de La Iberofonía, medio de comunicación del Ateneo Iberófono Juan Latino.
O Irã oficializou sua adesão ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ligado ao bloco dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul. O anúncio foi feito por Abdolnaser Hemmati, presidente do Banco Central do Irã, durante uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo.
Fundado em 2015 e sediado em Xangai, o NDB é presidido atualmente pela ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. A instituição foi criada em 2014 durante a Cúpula de Fortaleza, com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes, atuando como alternativa a instituições como o Banco Mundial, com foco em áreas como transporte, energia e saneamento.
A entrada do Irã no banco ocorre em um contexto de sanções internacionais impostas pelos Estados Unidos e restrições ao sistema financeiro global. A adesão busca ampliar os canais de financiamento do país e reduzir a dependência do sistema dolarizado internacional. Os Brics têm discutido mecanismos para fortalecer as transações em moedas nacionais nas negociações internas.
O ingresso do Irã acontece em meio a divergências recentes entre os membros dos Brics, especialmente relacionadas a conflitos envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel. Essas disputas afetaram a divulgação de declarações conjuntas do bloco. Apesar das diferenças, o grupo manteve o compromisso com o diálogo, como na guerra de doze dias entre Israel e Irã em 2025, quando foi divulgada uma posição unificada liderada pelo Brasil.
Observadores internacionais apontam que a inclusão do Irã é um desafio para o bloco na busca por posicionamentos comuns diante das complexidades políticas e econômicas dos novos membros.


