Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
A recente apreensão de um veleiro carregado com drogas na Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Cabo Verde revelou o elevado nível de precisão, planeamento e coordenação atualmente existente entre as forças de segurança do país e os seus parceiros internacionais. A
divulgou novos detalhes sobre a operação, destacando que se tratou de uma ação conjunta entre Cabo Verde e Mauritânia, cuidadosamente articulada entre o Centro de Operações de Segurança Marítima (COSMAR) e a Polícia Judiciária (PJ).
A operação, concluída em 16 de novembro, teve início a partir de informações de inteligência partilhadas pela PJ, obtidas através de cooperação com organismos internacionais, entre eles o MAOC-N, especializado no combate ao narcotráfico marítimo. Segundo a Guarda Costeira, estes dados foram integrados num processo rigoroso de análise que permitiu projetar rotas, identificar janelas de passagem e acompanhar de forma contínua embarcações consideradas de interesse operacional.
A dimensão da investigação exigiu a ativação, no COSMAR, de uma equipa conjunta COSMAR–PJ, que desde 7 de novembro trabalhou diariamente no planeamento e direção de cada fase da operação. No quadro da cooperação internacional, as autoridades solicitaram o apoio do Navio de Transporte e Desembarque “Nimlane”, da Marinha da Mauritânia, que se encontrava em Mindelo no âmbito do exercício “Grand African Nemo 2025”.
A bordo do navio mauritano embarcaram Fuzileiros do Pelotão de Abordagem da Guarda Costeira, acompanhados por inspetores da PJ, com a missão de executar a interceção. A embarcação suspeita foi localizada e detida a 180 milhas náuticas (cerca de 333 km) a leste de Santiago, ainda dentro da ZEE de Cabo Verde, num ponto estratégico de uma rota frequentemente utilizada por redes de tráfico transnacional.
Depois de garantida a segurança do veleiro, este foi escoltado até o Porto da Praia, onde a PJ prosseguiu com as buscas. O resultado incluiu a detenção em flagrante de três indivíduos — dois portugueses e um marroquino — bem como a apreensão de dinheiro em euros e reais, equipamentos de navegação, telefones via satélite e outros elementos considerados provas relevantes.
A Guarda Costeira destacou que o sucesso da operação se deve ao elevado nível de interoperabilidade entre agências nacionais e parceiros internacionais. A articulação entre a Guarda Costeira, a PJ, a Marinha da Mauritânia e o apoio informativo do MAOC-N permitiu “uma atuação rápida, precisa e sustentada em inteligência”, reforçando o combate ao tráfico de drogas no Atlântico.
Até 24 de novembro, as investigações continuam sob direção da Polícia Judiciária, que não descarta novas ações relacionadas com esta rede criminosa.


