Juan Lacomba
(España) Editor de la Iberofonía, es licenciado en Derecho y en Relaciones Laborales. Sindicalista y delegado electo desde 2012, actualmente vicepresidente del Comité de Empresa del Ayuntamiento de Sagunto, Valencia. Es además formador y técnico superior en Salvamento y Socorrismo.
Aporta un profundo conocimiento del ámbito laboral, la negociación colectiva y las relaciones laborales en la administración pública.
A aparição de grandes quantidades de peixes mortos ao longo da orla dos Ramiros, no município de Belas, em Luanda, gerou forte preocupação entre moradores e autoridades locais neste sábado, 6 de dezembro. O fenómeno ocorreu entre os troços do Km 26 e Km 32 e levou a Administração Municipal de Belas a mobilizar uma equipa multissectorial para avaliar os impactos e apurar as causas.
No local, as autoridades encontraram peixes pequenos e médios já em avançado estado de decomposição, espalhados pela faixa costeira. Além do mau cheiro, o episódio representa risco de contaminação microbiológica e impacto ambiental significativo. Moradores afirmam que casos semelhantes já ocorreram antes, mas nunca com esta dimensão.
Informações recolhidas pela Polícia de Guarda Fronteira e Polícia Fiscal indicam que o incidente pode estar relacionado ao descarte indiscriminado de sardinela por embarcações de pesca de arrasto, conhecidas como “chatas”. Estas embarcações utilizam malhas zero, capturando peixes ainda em fase inicial de desenvolvimento. Parte da captura é posteriormente descartada ao mar por ter baixo valor comercial ou para evitar excesso de carga — uma prática que viola normas de pesca sustentável e prejudica gravemente o ecossistema marinho.
O Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas recolheu amostras para análises laboratoriais, com o objetivo de determinar a origem exacta da mortandade. A Administração de Belas afirma que a investigação poderá confirmar se o fenómeno resulta apenas de descarte ilegal ou se outros factores ambientais também contribuíram para o ocorrido.


