Jaime
O ministro do Ambiente de Cabo Verde, Gilberto Correia Carvalho Silva, na foto, defendeu hoje que os países cumpram as metas climáticas que estabeleceram e assegurem financiamento previsível para os Estados mais vulneráveis, sublinhando que o arquipélago é responsável por apenas 0,0017% das emissões globais. Em declarações citadas pela Lusa e divulgadas pela RTP, o governante pediu foco na adaptação e na resiliência de pequenas economias insulares, com prioridade a energia limpa, água e proteção costeira. RTP/Lusa; RTP/Lusa — atualização de hoje.
A posição surge num momento de negociações internacionais sobre clima, em que Cabo Verde tem insistido na necessidade de parcerias para acelerar a transição energética, reduzir a dependência de combustíveis importados e melhorar a gestão de riscos associados a tempestades, seca e erosão costeira. O Governo lembra que projetos de energia solar e eólica, bem como a eficiência na rede, são pilares da estratégia nacional.
Na frente interna, a agenda climática está ligada a estabilidade do sistema elétrico e contenção de perdas técnicas, temas que motivaram debates no Parlamento e compromissos executivos com modernização de infraestruturas e combate a ligações ilegais. O Executivo tem igualmente priorizado qualificação profissional para suprir necessidades de operação e manutenção em ilhas menos povoadas.
Economistas destacam que o acesso a financiamento concessional e mecanismos como fundos de perdas e danos é essencial para aliviar pressões orçamentais e garantir continuidade de serviços públicos. A diplomacia cabo-verdiana aposta em alianças com países europeus e africanos para escalar projetos com impacto mensurável nas comunidades.


